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De pequenas a maiores frustrações... seja não conseguir encaixar um brinquedo, ter que esperar o cuidador terminar alguma coisa que está fazendo para ser pego no colo, ir embora do parquinho ou até mesmo perder uma pessoa da família. Se decepcionar, ficar insatisfeito, errar, ter que esperar, se entediar...
Passar por momentos assim, nos quais é preciso vivenciar algo que não se deseja, faz parte da vida, né? E querer evitar que os bebês e crianças sintam isso não é proteção... é, na verdade, podar o seu desenvolvimento.
🧩 capacidade de se concentrar
🧩 memória de trabalho (aquela memória curta, para atividades do dia-a-dia, como quando temos que lembrar onde estacionamos o carro, sabe?)
🧩 controle inibitório (que é conseguir perceber que algo é inadequado, e ser capaz de não realizá-lo)
🧩 capacidade de fazer escolhas (raciocinar, determinar se algo é certo ou errado, seguro ou perigoso, se lhe dá satisfação ou não... e, então, fazer uma escolha!)
E, então, se pouparmos a todo tempo a criança de vivenciar situações desafiadoras, limitaremos a sua capacidade de se desenvolver plenamente, em todo o SEU potencial.
E, entenda... não evitar frustrações é diferente de expor a criança a situações traumatizantes (aquelas nas quais algo vivido é muito maior do que ela consegue tolerar). Olha só um exemplo: deixar o bebê chorando no berço sozinho por um longo período, e não ir acolhe-lo, pode ser traumatizante. Mas escovar os dentinhos, mesmo que ele não goste e chore ao fazer isso, de forma firme porém respeitosa (explicando que entende que ele não gosta, mas que é necessário...), é permitir que ele viva a frustração e aprenda, com isso, a lidar com essa sensação.
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QUEM ESCREVE: Me chamo Paula Borges Cerqueira, sou pediatra geral e muitas, muitas outras coisas... ❤ Encantada pelo universo da maternidade e pela infância, acredito que "saúde se constrói desde pequenininho", com carinho, cuidado e sem pressa.


